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Edição de 15-05-2009
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04-09-2008 15:10
União Europeia
“A política europeia de direitos humanos precisa de uma revolução"
“A política europeia de direitos humanos precisa de uma revolução"


Na Sessão Plenária do Parlamento Europeu, a decorrer esta semana em Bruxelas, a Deputada do PSD Assunção Esteves participou no debate do Relatório Flautre sobre a avaliação das sanções comunitárias no domínio dos direitos humanos.

Assunção Esteves iniciou a sua intervenção afimando que Europa precisa de uma “grande mudança para tomar os direitos a sério.” Lembrou que “sanções inteligentes e eficazes” devem ligar-se a uma resposta “estrutural e sistémica”.

Para a Deputada do PSD, a Europa precisa de “mais unidade, o mito das fronteiras ainda se senta à mesa das nossas decisões. Também se sentam as nostalgias pós-coloniais e os interesses de ocasião”. Mas, na sua opinião “os direitos humanos exigem um poderio europeu, uma integração mais intensa e mais extensa.”

“Uma nova Europa não é uma Europa em que cada um decide o que quer e como quer. Uma nova Europa é um corpo único e tem nos direitos humanos não apenas um fim, mas o próprio instrumento da sua geopolítica.”

Para Assunção Esteves o caminho é simples:
“Um centro político europeu forte, um Parlamento Europeu com poder de decidir.
A responsabilidade partilhada das diplomacias dos Estados membros na defesa quotidiana dos direitos humanos. A pilotagem desta tarefa pela Comissão Europeia.
Delegações da Comissão Europeia nos países terceiros mais políticas e menos burocráticas.
Pressão sobre a Organização Mundial do Comércio para investigar a dignidade democrática dos seus membros. Promoção de formas de organização idênticas à União.
Diálogo intenso com a União africana e a União dos Estados da América Latina e outras formações regionais. Incentivo à reforma política dos países terceiros onde ela é necessária aos direitos.
Aposta na ajuda ao desenvolvimento.
Pressão sobre a reforma das Nações Unidas, com um papel fulcral da União Europeia.
Criação de uma estratégia europeia interna contra a dependência, centrada numa política energética única e numa política de defesa consistente.”

A Deputada do PSD terminou a sua intervenção lembrando, perante o Plenário, que nesta matéria dos direitos humanos, a “política europeia precisa de uma revolução.”


Bruxelas, 4 de Setembro de 2008

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