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Edição de 15-05-2009

SECÇÃO: A La Minuta

Arsénio Manuel do Vale Dias Responsável pela Biblioteca Municipal – 53 anos

A Feira do Livro já vai em quantas edições?

A edição deste ano é, já, a décima sexta.

Começou por se realizar na Casa de Santo António do Burquinho...

Não. Houve uma primeira edição que teve lugar no Jardim dos Poetas. Depois, durante três anos, a Feira não se realizou. Recomeçaria na Casa de Santo António do Buraquinho, sob a designação “Uma Casa cheia de livros”.

O que motivou a mudança para a Praça da República?

Por um lado, o facto de ter ganho uma dimensão, nomeadamente no que respeita ao número de visitantes, que exigia outro espaço; por outro lado, a nossa intenção de trazer os livros para a rua, de ir de encontro a um público que, habitualmente, não frequenta a Biblioteca, parecendo-nos lógica a opção por um lugar central no espaço da vila.

Os utentes da Biblioteca não são os principais frequentadores?

A Feira é visitada por um público muito mais alargado, nomeadamente dos concelhos vizinhos. Mas acredito que o trabalho realizado na Biblioteca, ao longo do ano, também terá influência no elevado número de visitantes.

Quais são os principais objectivos?

Sem dúvida, a promoção da leitura. Recordo, a propósito, que, no âmbito da Feira, organizamos um concurso de leitura que envolve todas as escolas do concelho. Mas, também, permitir a aquisição de obras a preços mais acessíveis e oferecer um programa de animação com qualidade.

A Feira regista índices de vendas e de frequência elevados. O que está por detrás desse sucesso?

Trabalho. Muito trabalho. E, também, a interacção desenvolvida com as escolas, cuja colaboração é essencial.

Que género de livros poderemos encontrar este ano?

Estarão à venda livros das mais diversificadas áreas.

E o que destaca do programa de animação?

Embora entenda tratar-se de um programa de qualidade, não resisto a destacar o concerto da pianista Maria João Morais e o lançamento da obra “A naturalidade de Fernão de Magalhães revisitada”, da autoria de Amândio Jorge Morais Barros.

Ao longo destes anos, há algum ac ontecimento, ocorrido na Feira, que o tenha marcado de forma especial?

Na primeira edição realizada na Casa de Santo António do Buraquinho, foram tantos os visitantes que deixei de ver os livros e de conseguir controlar a sua venda. Só a honestidade das pessoas evitou que desaparecessem obras.

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